segunda-feira, 29 de novembro de 2010

mentirprasimesmoésempreapiormentira

Pois é! mais uma vez esse coração não me dá sossego. estou aqui mais uma vez pra escrever minhas angustias, confesso um pouco constrangida que são pequenos quando vistos de fora, mas por dentro faz um estrago...
Não queria ser repetitiva, mas esses sentimentos são inerentes a mim.
A minha necessidade de me expor é grande, mas só consigo por palavras jogadas aqui, talvez nem por aqui eu consiga expressar profunda frustração...
Eu estou passando por uma fase de mudanças de valores, nem eu sei explicar...todo aquela minha vontade de opinar, falar alto, dar gargalhadas, sorrir pra tudo, enfim todas essas coisas pequenas, porém terrivelmente fundamentais para a vitalidade da alma se foi...estou morrendo espiritualmente(dramática!)...eu me sinto sem vontade, como se não houvesse esperança é como se eu vivesse em um ciclo.
Por mais que eu ande eu sempre volto pro mesmo lugar! Isso me assusta...
Não quero ser assim e não sou...imagino que o meu cansaço esteja me afetando consideravelmente, não apenas o cansaço físico, algumas pessoas me provocam tédio, o ambiente me afeta muito...eu não sei. Não tenho respostas, apenas sinto que preciso fazer uma nova revolução na minha vida...



Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes(cachorros e gatos já bastam para mim!)
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
E nada mais...


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Uma pausa no tempo

It's not a test nor a trick of the mind
Only love...

domingo, 21 de novembro de 2010

Ao caminhar pela rua da minha república em Araraquara senti um vento fresco, o fato de não ter fechado os olhos enquanto a brisa batia no meu rosto fez com que algumas lágrimas caíssem. Naquele instante senti um alívio, tirava um peso enorme.
Ás vezes me pergunto quando foi que me tornei a ficar assim, não conseguir chorar diante das adversidades e só com a passagem do vento meu corpo conseguiu reagir devolvendo a minha mente a leveza de viver...
Eu nem me sentia em mim, transbordava com intensidade. Meu corpo estava pequeno demais pra tamanha emoção.
Eu flutuava...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Cartas Antigas II

Pela atualização do blog, postei mais um belo texto de Rita Apoena.


Estive aqui sentada, desenrolando uma pergunta entre os dedos: de onde a gente começa a escrever uma carta? Em qual fatia do tempo ou do espaço? Em qual gesto? Em qual silêncio? Em qual rua estreita ou imaginária, a gente começa a levantar uma ponte sobre os longes de alguém? E até onde podem ir as palavras?

Porque existe isso de me sentar nessa mesa e desenrolar outra pergunta entre os dedos: até onde a gente pode escrever uma carta? Até a rua mais próxima? Até um brinquedo velho, feio, esquecido na infância? Até uma folha flutuando no lago? Ou até os outros olhos no espelho?

Porque também existe isso de me sentar naquela cadeira a sua frente, e liquefazer os meus labirintos, desaguando a solidão em palavras. Palavras que vou tecendo nessas linhas até escapar do Minotauro. Mas até onde eu posso te escrever uma carta? Qual a distância segura entre as palavras e o corpo? Ou entre os textos e a pele? Ou entre os tecidos e as teias? Que entre os teus olhos e os meus existe uma carta secreta que ainda não sei escrever, e tenho medo. Pois como deixar que tu enroles de volta as minhas linhas sem junto embaralhar as minhas veias?

Rita Apoena

sábado, 13 de novembro de 2010

Insônia

Talvez, uma noite de insônia seja a vontade do dia em frustrar todas as expectativas que lhe impuseram durante bilhões de anos: amanhecer.

Rita Apoena
Estou passando por um momento maluco de dúvidas sem fim. É tão exaustivo. Acho que isso faz parte do meu eterno exercício de complicar a vida. Que droga! sabe aquela sensação de não conseguir inventar nada novo? ou então de repente perceber que os fatos se repetem na sua vida?
Um misto de constrangimento e dor por coisas tão pequenas. Sim é foda admitir mas estou extremamente insegura, não estou conseguindo me guiar sozinha, toda aquela minha filosofia de auto confiança se esvaiu e nem sei como. Que porra! Minha vontade é de sair pra algum lugar totalmente desconhecido pra me sentir livre. Talvez seja essa a minha inquietação e ás vezes não sentir a liberdade de que tanto falo nos posts. Minha mente está presa por um instante e não sei como deixa-la livre pra ser quem realmente eu sou...
Quero uma liberdade plena!

Um pouco de liberdade

O mundo independia de mim - esta era a confiança a que eu tinha chegado: o mundo independia de mim, e não estou entendendo o que estou dizendo, nunca! nunca mais compreenderei o que eu disser. Pois como poderei eu dizer sem que a palavra mentisse por mim? como poderei dizer senão timidamente assim: a vida se me é. A vida se me é, e eu não entendo o que digo. E então adoro.

A paixão segundo G.H. - Clarice Lispector
Sabe aqueles dias de merda? Pois é esses últimos dias sinto-me como se eu não estivesse sendo eu. Dá pra entender?

Preciso sumir por uns tempos pra me recuperar e voltar a ser o que eu sempre gostei de ser: alegre e divertida, sempre com uma ideia nova....parece que minha fábrica de pensamentos de outro mundo sumiu. Nem eu entendo, só sei que é uma dessas fases loucas e deve passar.
Quero minha criatividade de novo!
É isso que me incomoda: É sempre muita coincidência certos fatos acontecerem...
Parece que existe uma certa harmonia cósmica para certos momentos acontecerem, talvez eu não tenha uma explicação lógica para isso, mas acho que isso pouco importa...o único consolo que isso me traz é que ninguém sabe do que estou falando, ou pelo menos as pessoas que eu conheço não entendem. É tudo tão prevísivel, tudo! É o que me incomoda, não consigo mais me surpreender com obviedades. Meus olhos tentam soltar uma lágrima inutilmente. A razão tomou conta novamente de mim e sei exatamente qual será o fim de tudo isso. É como se minha vida se repetisse, tenho que encontrar uma maneira de deixar a vida emocionante mais uma vez...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Nunca desejei tanto as férias...

Todo final de ano fico ansiosa com a chegada das férias, natural!
Principalmente nesse semestre que está acabando comigo. Existe coisa mais desagradável do que você se esforçar pra fazer algo que você não gosta?...
Espero que acabe esse semestre de cão, acredito que no próximo ano as coisas vão melhorar - já estou com papo de ano novo...
Mas que motivação eu teria na vida se não acreditasse que cada ano pode ser melhor que o outro?
É pra isso que existe essa divisão no tempo, para que possamos renovar nossas esperanças!
Adoro criar metas e mais do que isso realiza-las!

domingo, 7 de novembro de 2010

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"Há amores que não têm mesmo fim, ficam pela metade."

"A paixão é o único momento em que nos sentimos confortáveis na estranheza."

"Não deixa de ser prazeroso descobrir o motivo de nossa infelicidade."

"Cautela não é sabedoria, é medo treinado."


Fabrício Carpinejar

Nostalgia

Sinto saudades do que não tive.
Será que foi apenas uma necessidade de imaginar que alguém sentia aquele mesmo tipo de amor?
Se foi apenas isso, então o amor é uma farsa! Um sonho cruel de felicidade.
Eu não consigo parar de pensar nisso. Uma necessidade absurda de estar ao lado dele, mesmo sabendo da impossibilidade de ve-lo. Achei que eu fosse controlar essa vontade, mas não consigo. Mesmo a realidade me chamando todos os dias e a razão a cada segundo me mostrando que esquece-lo é a melhor opção. Mas como? Não tenho mais armas para lutar contra esse sentimento, aparentemente já gastei toda a munição disponível. Seguir em frente, há algum tempo estou tentando, machucando outros corações...


Se eu amo meu semelhante?Sim. Mas onde encontrar meu semelhante?

Mario Quintana