domingo, 30 de janeiro de 2011

Lembrete

e por falar em sexo quem anda me comendo

é o tempo

na verdade faz tempo mas eu escondia

porque ele me pegava à força e por trás

um dia resolvi encará-lo de frente e disse: tempo

se você tem que me comer

que seja com o meu consentimento

e me olhando nos olhos

acho que ganhei o tempo

de lá pra cá ele tem sido bom comigo

dizem que ando até remoçando...


Viviane Mosé


Poema na íntegra: http://www.rubedo.psc.br/Poesias/vivimose.htm

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Reflexão

A canção 'Eu te amo' do Chico Buarque sempre me chamou atenção.
Entre tantas músicas é difícil escolher qual é a melhor, cada momento da vida certamente terá uma canção do Chico que se encaixará perfeitamente.

Existe um trecho de 'Eu te amo' que sempre me intriga:

"Se na bagunça do seu coração meu sangue errou de veia e se perdeu"

Depois de refletir muito, queria confirmar se a minha interpretação era coerente com a mensagem que o Chico quis passar, então tive a brilhante ideia: - Por que não procurar no google?
Escrevi o trecho mais a palavra 'significado', o resultado foi um texto da Scientific American que achei extremamente interessante e decidi postar como um lembrete. Segue o texto:

http://psicosaber.wordpress.com/2009/09/01/a-relacao-entre-paixao-e-criatividade/


Sobre o trecho da música influenciada pelo que li, acredito que a incompletude do sujeito após a separação é tamanha que ele se ve incapaz de seguir com as próprias pernas e sem sangue nas veias como se o ser amado fosse vital para sua existência.
Essa foi minha visão simplória, mas sem dúvidas a melhor maneira de interpretar as letras do Chico Buarque é colocar pra fora toda a passionalidade que escondemos a sete chaves.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Contra a civilidade

Todo começo de ano novo antes de dormir fico mais horas que o normal deitada na cama, pensando em todos os problemas que ocorreram no ano anterior...matutando, procurando uma maneira prática de solucionar o dilema, isso se é possível!
Ao rever os meus relacionamentos de 2010, percebi que sou extremamente civilizada e talvez isso seja um grande problema. Não estou falando que eu deveria ser barraqueira, até porque detesto escândalo, mas admito que no meu caso seria mais digno. A verdade que no término destes relacionamentos, eu tenho vontade de falar mil e uma grosseria, afinal o que eu tive que ouvir não foi nada justo, ao invés disso falo civilizadamente não dizendo nem metade do que eu queria e após a "conversa definitiva" fica uma suposta amizade e aquela esperança de ambas as partes de que um dia quando tudo se resolver ficaríamos juntos. Isso é besteira! Talvez aquela briga que tanto evito seja necessária. Brigar simboliza o término com ajustes de contas, sem aquela hipocrisia de sermos amigos e fingir que nada aconteceu. Vou ser bem sincera não sei ser imparcial, ou amo ou odeio. Concordo que há alguma maneira de coexistir uma amizade após tudo que precisava ser dito for dito, mas antes disso é impossível manter uma convivência com o ex. Afirmo: neste caso essa maneira civilizada de lidar com o fim de um relacionamento não é certa, é enganosa.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011


Sufocada apenas!
Preciso de ar...
Agora faltam palavras. Por que?
É aquele círculo vicioso: após um otimismo extremo, vem o pessimismo e aquela velha luta mental. Fantasia versus realidade? Razão ou emoção?
Perguntas velhas e constantes.
Na minha mente permanecem até altas horas...
O que eu preciso?
Talvez praticidade...