terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Recortes II
Acho que sempre vivi a margem das coisas reais...me equilibrando na fantasia.
A fantasia é o ideal, tento alinhar a realidade a este ideal.
Muitos conseguem imergir na realidade, mas sempre me senti uma estranha neste mundo.
Então me refugiei dentro de mim, era a única maneira de viver com o meu ideal de mundo.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Nietzche: A experiência que não quero voltar a ter
As palavras certas podem nos libertar.
Uma conversa bem conversada foi o suficiente para que eu não pirasse...
Sério mesmo, achei que fosse enlouquecer no começo de 2012, mas deu tudo certo.
Pensamentos filosóficos me transformaram, pra ser mais exata Nietzche quase me enlouqueceu, ao conversar com um amigo recém formado em história ele me explicou que eu estava despreparada pra leitura que eu tinha feito, eu deveria antes ter lido 9 livros, incluindo alguns filósofos gregos recomendado pelo seu professor da Faculdade. Após uma longa explicação e uma boa conversa, era como se eu voltasse a ver uma luz na minha vida e esperança.
Depois dessa experiência, só leio livros de autores pessimistas, após uma boa indicação de livros que me preparem para uma leitura tão desesperadora.
domingo, 6 de janeiro de 2013
Uma barata em minha vida
Já li e reli inúmeras vezes o livro da Clarice: A paixão segundo G. H. Adoro a desconstrução do mundo no qual a personagem vive por conta de uma barata. Uma barata na vida dela. Hoje, a poucos minutos uma apareceu gigante e brilhante voando para dentro da sala, repousou na parede a frente do sofá no qual eu estava sentada com o notebook. A princípio um medo me dominou e corri para o banheiro para pegar o veneno na forma de spray, depois passei no quarto e amarrei no rosto uma camisa listrada de manga comprida dos beatles com a estampa "Let it be" para me proteger caso ela voasse no meu rosto, enquanto isso eu pensava ou é ela ou sou eu, não poderia dormir com ela na sala ficaria imaginando a barata me fazendo uma visitinha no meu quarto enquanto dormia. Desci as escadas e voltei para sala, aproveitei passei na lavanderia e peguei uma vassoura. Pronto agora sim eu estava devidamente armada para atingir meu objetivo: matar a barata. Já havia feito uma vez quando morava na quitinete poderia fazer o feito de novo. Ao entrar na sala a barata estava agora no chão perto da mesa de centro parecia que me encarava, por incrível que pareça ela não era tão feia, era lustrosa e cheia de personalidade, batia as asas, ameaçava voar e logo se escondeu. Então tive a ideia maluca de conversar com ela, mesmo sabendo que ela é um artrópode e biologicamente não possui nenhum sistema auditivo desenvolvido e muito menos um cérebro que receba as informações auditivas e que transformem essas vibrações em algo entendível. Pois bem, falei com ela:
- No livro, a barata mudou a vida dela, mas era fácil a personagem conversar com ela afinal estava esmagada no guarda-roupa. Com você é diferente você está bem viva, além de ser enorme... muito assustadora, mas eu não quero matá-la por você ser barata, não tenho coragem de matar uma formiga, mesmo elas sendo irritantes. Não vou julgá-la pela sua aparência. Eu vou abrir a porta e você saia por ela, você também deve estar assustada comigo. Vá viver uma vida de aventuras.
Abri a porta, a barata subiu no sofá a caminho da porta, antes olhou minhas anotações sobre a planilha de gastos e quanto tenho que economizar para realizar minhas viagens de férias e outras sobre meu futuro profissional, caminhou e foi direto para fora numa boa. Fechei a porta desacreditando do fato, parecia um milagre, uma barata me escutar e agir imediatamente assim que abri a porta. Bom pra mim ainda é inacreditável. Ela não desconstruiu meu mundo como no livro de Clarice, mas com certeza é um fato um tanto interessante, talvez pequenos milagres aconteçam com uma facilidade maior do que imaginamos.
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