sábado, 27 de fevereiro de 2010

Cazuza e Lobão sempre fazendo parte da trilha sonora da minha vida.




Nunca viram ninguém triste
Por que não me deixam em paz?
As guerras são todas tão tristes
E não têm nada demais
Me deixem bicho acuado
Por um inimigo imaginário
A correr atrás dos carros
Feito um cachorro otário
Me deixem,ataque equivocado
Por um falso alarme
Quebrando objetos inúteis
Como quem leva uma porrada
Me deixem esmurrar e amolar a faca
Cega, cega da paixão
E dar tiros a esmo ferindo sempre o mesmo
Cego coração
Por isso
Não escondam suas crianças
Nem me chamem o síndico
Não me chamem a polícia,não
Não me chamem o hospício
Eu não posso causar mal nenhum
A não ser a mim mesmo
A não ser a mim



Quem será personagem principal da minha vida a não ser eu?
Quem está de fora não faria tanto alarde para algo supostamente sem importancia. E não poderia ser diferente mais uma vez cazuza e lobão como grandes representantes do drama da minha vida.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Eu simplesmente cansei...
O que eu realmente acho uma pena é ter te conhecido há dois anos...na minha fase de inseguranças, embora algumas ainda persistem, mas se existe alguma vantagem em envelhecer é que conseguimos analisar os acontecimentos de uma maneira mais racional e imparcial. Escrevendo isto parece que sou uma velha. Entretanto não preciso avançar tanto no tempo pra perceber o desencadeamento de uma sequência de fatos que se direcionam para apenas um fim a não realização desse amor. Eu poderia fazer um drama...para que? Isso não vai me aproximar de você.
O por que de ter inventado essa data e local para um suposto encontro é apenas uma maneira de me desligar de uma vez por todas de você. É óbvio que você não vai amanhã, não sou tão ingênua!
Mas a idéia de estar lá sozinha vai me confortar de que realmente não era pra ser.
Uma espécie de ritual para o término de uma história com um começo inexplicável. É eu sou um pouco maluca mesmo! Não gosto de sofrer, mas a dor é inevitável.
Nós criamos um ideal de amor. Não tenho medo desse sentimento e não sou covarde. Eu enxergo a impossibilidade de concretização desse amor. Não enxergo um presente para nós. Afinal você nem sabe como eu sou, você conhece apenas aquela garota perdida de dois anos atrás. Tudo remete a um passado recente, mas ainda passado. Eu não faço a menor idéia de quem é você. Será que somos tão parecidos assim? Nem sei se devo confiar em você ao escrever essas palavras, mas enfim eu não me escondo mais. Não quero me proteger da vida. Dispenso a redoma de vidro. Se você diminuiu as chances de um romance épico eu acho que as reduzi a zero. O estrago é ainda maior. E sim...dói, machuca. Mas tenho que acabar de uma vez por todas com essa mínima esperança. Sem lamentações, eu apenas aceito o meu destino. Não faço mais questão de lutar contra.



Os velhos sentimentos sempre retornam