O que eu realmente acho uma pena é ter te conhecido há dois anos...na minha fase de inseguranças, embora algumas ainda persistem, mas se existe alguma vantagem em envelhecer é que conseguimos analisar os acontecimentos de uma maneira mais racional e imparcial. Escrevendo isto parece que sou uma velha. Entretanto não preciso avançar tanto no tempo pra perceber o desencadeamento de uma sequência de fatos que se direcionam para apenas um fim a não realização desse amor. Eu poderia fazer um drama...para que? Isso não vai me aproximar de você.
O por que de ter inventado essa data e local para um suposto encontro é apenas uma maneira de me desligar de uma vez por todas de você. É óbvio que você não vai amanhã, não sou tão ingênua!
Mas a idéia de estar lá sozinha vai me confortar de que realmente não era pra ser.
Uma espécie de ritual para o término de uma história com um começo inexplicável. É eu sou um pouco maluca mesmo! Não gosto de sofrer, mas a dor é inevitável.
Nós criamos um ideal de amor. Não tenho medo desse sentimento e não sou covarde. Eu enxergo a impossibilidade de concretização desse amor. Não enxergo um presente para nós. Afinal você nem sabe como eu sou, você conhece apenas aquela garota perdida de dois anos atrás. Tudo remete a um passado recente, mas ainda passado. Eu não faço a menor idéia de quem é você. Será que somos tão parecidos assim? Nem sei se devo confiar em você ao escrever essas palavras, mas enfim eu não me escondo mais. Não quero me proteger da vida. Dispenso a redoma de vidro. Se você diminuiu as chances de um romance épico eu acho que as reduzi a zero. O estrago é ainda maior. E sim...dói, machuca. Mas tenho que acabar de uma vez por todas com essa mínima esperança. Sem lamentações, eu apenas aceito o meu destino. Não faço mais questão de lutar contra.
Nenhum comentário:
Postar um comentário