sábado, 31 de julho de 2010

Roubada....porque encara a beleza de outra forma de maneira realista, nao acha mais graca em delirios panteistas.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Apenas três trechos...

...que representam alguns fatos da minha vida(prometo que tentarei não olhar apenas pra mim).

"Fico quieto(pelo menos estou tentando). Primeiro que paixão deve ser coisa discreta, calada, centrada. Se você começa a espalhar aos sete ventos, crau, dá errado. Isso porque ao contar a gente tem a tendência a, digamos, “embonitar” a coisa, e portanto distanciar-se dela, apaixonando-se mais pelo supor-se apaixonado do que pelo objeto da paixão propriamente dito. Sei que é complicado, mas contar falsifica, é isso que quero dizer..."

"Uma pressa, uma urgência. E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça."

"A gente se apertou um contra o outro. A gente queria ficar apertado assim porque nos completávamos desse jeito, o corpo de um sendo(ou então parecendo) a metade perdida do corpo do outro."

Caio Fernando Abreu

terça-feira, 27 de julho de 2010




Como no clipe acho que nunca estarei satisfeita com o que tenho... Isso me cansa e muito!
O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão mais inerente quanto a própria carência, e nós somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre. Falta apenas o golpe da graça - que se chama paixão.
Clarice Lispector
Ninguém me entendeu, a não ser uma pessoa, e esta me entendeu mal.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Algumas palavras...


Marley e eu, já havia assistido este filme antes. A primeira impressão: mais um filme idiota americano sobre cachorros. Mas eu estava completamente enganada... resultado chorei muito, não tem como não se comover com uma história tão bonita sobre o modo de vida de muitas famílias da classe média, ao menos que você tenha um coração de pedra ou esteja indignado de alguém chorar com esse tipo de história já que existe tanta pobreza e fome no mundo. Não ignoro a realidade de muitos ou então da maioria da população só acho que este assunto é para um próximo post.
Bom ao assistir pela segunda vez sob nova perspectiva, percebi o quanto a vida é feita de superação e como o ser humano é capaz de transformar algo simples como viver em algo tão complicado(discordo de Guimarães rosa , viver não é algo perigoso, é apenas para os fracos que temem a imprevisibilidade da vida). É óbvio o que escrevo, mas algumas vezes devemos escrever obviedades para relembrar o quanto a vida pode ser boa, as vezes esquecemos disso nesse turbilhão de tarefas e obrigações, viramos máquinas a medida que envelhecemos, apenas responsabilidades se tornam importantes. Esquecemos o que realmente importa. Vida é mais que comprometimento. Devemos dar valor as coisas que nos tocam profundamente. Aquela coisa boa que sentimos no peito nos tornando livres pra viver. Eu sei sentimental demais... termino esse texto na certeza de que continuarei buscando a beleza nas pequenas coisas. Bom filme! lindo e ponto.

sábado, 24 de julho de 2010

Que eu não perca o romantismo mesmo sabendo que as rosas não falam...

O que me incomoda é perceber que a maioria das pessoas perderam a capacidade de ver a beleza nas coisas e talvez eu esteja sendo contaminada por essa doença que se propaga entre todos. Tornam o amor prático. O que tem de interessante é a complexidade do sentimento, gosto de me perder pra sentir de forma mais intensa toda essa loucura que só o amor nos permite.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Só quem se mostra se encontra...

Assino embaixo

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Parecia que tudo estava bem, mas no fundo era sempre os mesmos problemas que perduram aos exatos 8 anos, desde os 14 tenho consciência de tudo que acontece ao meu redor. Hoje cheguei em uma encruzilhada, tenho que escolher um caminho.
Primeira opção: Aceito essa porra de vida mediocre, vivendo amargurada, culpando a porra do destino que está contra todos os meus planos e sonhos, acabando com as minhas esperanças de uma vida melhor...
Ou segunda opção: Por mais que meus pais que não me entendem mesmo eu dando uma explicação de 3 dias sobre os meus sonhos, sobre a minha vontade de construir uma família não ideal no molde capitalista, mas unida. Sendo acusada de egoísta, mesmo os meus planos se direcionando para um fim: Família. Quando eu me tornar bem sucedida profissionalmente não quero usar a porra do dinheiro conquistado para obter luxo(isso se é possível com o salário de químico), que merda foda-se esse sistema, ou a hipocrisia de muitos. Só quero uma vida simples e mais do que isso uma família unida. Não vou fazer o papel da coitadinha sendo injustiçada. Eu vou provar pra eles que sou diferente o quanto estão errados a meu respeito, do amor incalculável que sinto, que é possível sim ser feliz...que não eu não vou ficar deprimida só porque as coisas não andam da maneira planejada. Esses dias tem sido exaustivo pra todos aqui. Já existe tanta tristeza no mundo, só espero reunir forças pra trazer alegria pra minha família e amigos. Alegria: é essa a mensagem que quero deixar para quem me conhece, só quero deixar a vida um pouco mais leve pra todos.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Depois eu volto

Dona tristeza, dê passagem à alegria
Nem que seja por um dia
Pois respeito sua posição
Mas hoje eu reclamo com toda razão.



(Batatinha)

Na vertigem do dia...

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?

Na Vertigem do Dia
Ferreira Gullar
"Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais."


(Alberto Caeiro)
sempre me pareceu estranha essa mania de me deixar levar por esse coração-bússola-quebrada apontando caminhos tortos confusos sofríveis falhos quase isso quase tudo quase foi quase nada e eu teimosa a repetir "até no deserto nasce flor" como mantra entoado até conseguir rir...
meu coração é vagabundo demais e ser o que sou sempre assustou os mais desavisados mas não ser também os assusta prefiro então atuar dentro do meu corpo do que me tornar personagem fantoche marionete nesse palco imenso de perversa hipocrisia velada que sempre desprezei sou sim essa dose certa de oito ou oitenta mas nunca no meio e isso quer sim gritar muita coisa
Mel