segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Estava eu entediada e como sempre fico lendo blogs e mais blogs até achar algo interessante(é muita falta do que fazer!haha). A verdade é que eu tenho muita coisa pra fazer, mas esse frio somado a um cobertor quentinho foi a combinação perfeita para permanecer sentada na frente do pc por quatro horas seguidas sem comer, não sair pra uma balada e simplesmente fazer um relatório chatíssimo de FQ e estudar pra temida prova de orgânica II . Cada vez mais caseira, mas logo interunesp vai estar aí pra compensar todo esse tempo de estudo ou de ócio. Enfim voltando ao que eu queria falar, acabei lendo um blog muito massa de um cronista chamado Fabrício Carpinejar, li esse texto e pensei esse cara desvendou um dos maiores segredos femininos.

Segue o texto revelador:

Toda mulher é experiente em testes. Atravessou a adolescência preenchendo questionários de revistas femininas, definindo pela pontuação se é sensual, se terá sucesso financeiro, se ele a ama.

Constantemente busca levantar
coincidências e armar uma simbologia para encontros e esbarrões. Nada é fortuito, tudo tem uma mensagem escondida. Qualquer abordagem é uma revelação de infância.

O homem deve ficar atento quando se apaixona. Para desvendar qual é o exame decisivo da convivência. Cada mulher elabora o seu enigma, particular e
intransferível. Pode ser um convite para visitar a família no interior ou quando apresenta seu bichinho de estimação.

É um
questionário à paisana. Muitos marmanjos são descartados e não compreendem o motivo. O pé-na-bunda foi uma avaliação secreta em que ele deu a solução errada. É praticamente impossível detectar o momento. Ela se finge de distraída:

- O que acha de
The Cure?

Você deduz que é uma pergunta à toa entre milhões que serão feitas ao longo do relacionamento. Confessa a verdade, decidido a impor sua
personalidade:

- Foi uma tolice adolescente.

Mas não é uma pergunta, é a pergunta. A única que importa. A decisiva. Ela parte do princípio que nunca vai se envolver - sob hipótese alguma - com um cara que não curte
The Cure. Robert Smith continua sendo seu ídolo. Não adianta demovê-la da ideia. Na mulher, qualquer ideia se transforma rapidamente em crença.

O
batismo de fogo muda conforme as obsessões da moça. Cuidado com o que diz ao tomar sopa de beterraba num restaurante polonês, cuidado com o que diz na saída de um filme sueco. Esteja preparado, um vacilo e ouvirá o som gelado da guilhotina: zaz! (o número do seu telefone desaparecerá do celular dela)

Antes de ser minha namorada,
Cínthya me convidou a correr e participar de seu habitual trajeto na Usina do Gasômetro. Fez sombra na cabeça o zepelim da gozação, aquilo soava como brincadeira. Não combinava com minhas características no Orkut: sedentário, fumante, escritor e adepto incondicional do LER. Fiquei tentado a rosnar um "boa sorte"; me reprimi e aceitei, com um sim engasgado, um sim arrependido. Não tinha noção de como completaria o percurso. Afinal, eram oito quilômetros e não desfrutava de um mísero calção, muito menos de fôlego.

Enfrentei o desafio disposto a enfartar. Se é para morrer que seja por ela.

Não senti as pernas por dois dias. Ainda menti que queria mais: que tal ir até Restinga e voltar?
Cínthya terminou o passeio impressionada com a performance. E com meu contentamento silencioso - não falava, bufava, concordando com a cabeça, preocupado em como respirar no próprio corpo.

Conversando com seu irmão Gustavo, descobri seu costume em submeter os pretendentes a uma corrida: "É seu teste para o namoro!".

A enxaqueca apareceu quando esclareceu que ela somente iria casar com quem completasse uma maratona ao seu lado. A pergunta dela vai durar 42
quilômetros.






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