domingo, 31 de outubro de 2010

vício eterno de retornar a encarar a vida com coragem...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Nesses últimos dias estou acordando cedo sem o despertador, é estranho afinal nunca consegui me acostumar a acordar por volta das sete horas da manhã, mesmo isso sendo parte da minha rotina por mais de 15 anos(tirando o ano de 2008 que eu acordava arbitrariamente as cinco horas da matina).
Bom, hoje a primeira coisa que eu fiz ao levantar foi ligar a tv, pra variar não tinha nada de bom pra assistir... aparentemente! Fiquei passando de canal a canal até que encontrei uma reportagem sobre vida e obra da Maria Bethânia... engraçado ela é vista como brega pela maioria dos jovens, poucos dessa faixa etária reconhecem que a composição de suas canções é encantadora.
Pra falar a verdade a sensibilidade dela me encanta. Me arrepio com cada palavra pronunciada por ela.
Confesso que ainda não sou muito fã da melodia da canção, mas a letra é linda!
Ainda bem que acordei cedo!



Vida Real - Maria Bethânia

Você desconversa, você pode tapar o sol
E me desconcerta
Deixando o meu sangue sem sal
Você atravessa o sentido de cada sinal
Que eu mando de dentro do azul
Desse amor que é só seu afinal, só meu afinal
Tão forte querendo eu me multiplico por mil
Você não está vendo há uma coisa que é você e eu
Que brilha no espaço no tempo no céu e no chão
Que arde mesmo aquém e além
Desse jeito de eu dizer que sim e você que não
Um dia você vai voltar
Como numa canção do passado
Dizendo que fui muito burra
Em não atender ao chamado
Agora entre os dedos
Você deixa escorrer o mel
Se agarra a segredos e medos e ponto final
Mas é sempre assim
É uma regra maldita e geral
Ou feia ou bonita
Ninguém acredita na vida real



quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Simples assim

Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres. Se elas voltarem é porque eu as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as tive.


John Lennon

sábado, 23 de outubro de 2010

A felicidade não é uma certeza, coloca toda nossa vida em dúvida.

Fabrício Carpinejar



Arrepio

O arrepio é quando, por serem tão leves, seus dedos conseguem, em cada um dos meus poros: soerguer uma flor.

Rita Apoena

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Quando começamos a nos boicotar é que encontramos a verdade.

Fabrício Carpinejar

Um sopro de vida

É uma moça que, apesar de não parecer quebrar a existência do
pensamento do presente, pertence mais ao futuro. Para ela cada dia tem o futuro
do amanhã. Cada momento do dia se futuriza para o momento seguinte em
nuances, gradações, paulatino acréscimo de sutis qualificações da sensibilidade.
Às vezes ela perde a coragem, desanima diante da constante mutabilidade da
vida. Ela coexiste com o tempo.

Ela, que é cheia de oportunidades perdidas.
Seu verdadeiro ar é tão secreto. A trama levíssima de uma teia de
aranha. Tudo nela se organiza em torno de um enigma intangível em seu núcleo
mais íntimo.

Acho que loucura é perfeição. É como enxergar. Ver é a pura loucura do
corpo. Letargia. A sensibilidade trêmula tornando tudo ao redor mais sensível e
tornando visível, com um pequeno susto e impalpável. Às vezes acontece um
desequilíbrio equilibrado assim como uma gangorra que ora está no alto ora está
no baixo. E o desequilíbrio da gangorra é exatamente o seu equilíbrio.

Ela não consegue adaptar-se ao ser humano.

A vida real é um sonho, só que de olhos abertos (que vêem tudo
destorcido). A vida real entra em nós em câmara lenta, inclusive o raciocínio o
mais rigoroso — é sonho. A consciência só me serve para eu saber que vivo às
apalpadelas e na ilogicidade (apenas aparente) do sonho. O sonho dos
acordados é matéria real. Nós somos tão ilógicos sonhadores que contamos com
o futuro. Eu baseio minha vida no sonho-acordado. O que me guia é o projeto de
amanhã vir a ser amanhã. Minha liberdade? minha própria liberdade não é livre:
corre sobre trilhos invisíveis. Nem a loucura é livre. Mas também é verdade que a
liberdade sem uma diretiva seria uma borboleta voando no ar. Mas nos sonhos
dos acordados há uma ligeireza inconseqüente de riacho borbulhante e coerente.
O estado de ser.

Nunca vi uma coisa mais solitária do que ter uma idéia original e nova.
Não se é apoiado por ninguém e mal se acredita em si mesmo. Quanto mais
nova a sensação-idéia, mais perto se parece estar da solidão da loucura.
Quando eu tenho uma sensação nova ela me estranha e eu a estranho.


Um sopro de vida. (Clarice Lispector)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ninguém consegue amar simplesmente porque o outro seria o melhor para gente. Amor não se convence.

Fabrício Carpinejar

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Bossa Nostra - Nação Zumbi

Ninguém quer saber
O gosto do sangue
Mas o vermelho
Ainda é a cor que incita a fome
Depende da hora e da cor
Depende da hora,
Da hora, da cor e do cheiro
Cada cor tem o seu cheiro
Cada hora lança sua dor
E dessa insustentável leveza de ser
Eu gosto mesmo é de vida real

Elevei
Minha alma pra passear...

Não me distancio muito de mim
E quando saio não vou longe
fico sempre por perto
Depende da hora e da cor
Depende da hora,
Da hora, da cor e do cheiro
Cada cor tem o seu cheiro
Cada hora lança sua dor
E dessa insustentável leveza de ser
Eu gosto mesmo é de vida real

Elevei
Minha alma pra passear...


Foda!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Faz tempo que não sentia uma vontade louca de assistir um filme.
Quando vi a propaganda aquele velho preconceito surgiu ao ler o título: comer, rezar, amar. Achei tosco, afinal estou cansada de assistir esses filmes clichês com cenas de sentimentalismo barato. Mas ao assistir o trailer não me pareceu ser superficial e deve ter uma mensagem legal a ser passada.
Pelo pouco que vi já me identifiquei com a história. =)

Para os inconformados de plantão