quinta-feira, 27 de setembro de 2012
A sete chaves
É ruim, é péssimo ficar sozinha neste frio sentindo saudades dele...
Sinto falta, mesmo sabendo que ele não sente falta! Queria sentir o toque dele, dar os beijos apaixonados que trocamos.
Cada vez mais me distancio dele e de mim. Não me reconheço mais uma vez, novamente desanimo e desencanto, mas sem a mesma raiva de antes, talvez esse distanciamento seja inerente a mim e não adianta lutar contra! Preciso ficar sozinha, e sinto que cada vez mais estou!
Embora exista um pouco de carência nessas minhas palavras, a verdade é que já me aceitei, cada vez mais me considero parecida com o meu pai. Engraçado, achava o meu pai alguém de outro mundo, as vezes insensível por não demonstrar carinho como esses pais de família de filme americano e hoje percebo que meu pai é a pessoa que mais sente amor por mim, pelo meu irmão e pela minha mãe, apenas não conseguia demonstrar, mas sempre nos amou muito do jeito dele. Percebo isso, porque sou como ele, amo demais e não demonstro, não por medo...é algo meu, um mundo meu muito semelhante ao mundo do meu pai, talvez a genética não se restringe apenas a aparência física, mas também aos sentimentos. Hoje compreendo que sou assim, e não existirão psicólogos para me ajudar, minhas respostas eu mesmo encontro, do jeito mais difícil e doloroso, mas o orgulho de saber que já encontrei muitas sozinha me faz me sentir bem e cada vez auto-suficiente. Descobrir o que se esconde dentro de mim é uma das atividades que me faz sentir inteira e completa.
Mas sempre tem um espacinho escondido para ele, o difícil é ele perceber que de um jeito não convencional já gosto por demais da conta.
Uma qualidade que possuo é gostar da maneira mais sincera e compreensível, poucos amam assim! Sou honesta com meus sentimentos... É por isso que estou só, poucos são assim tão honestos com aquilo que sente!
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